Uma campanha que vem chamando muito a atenção na internet é Axe - The Dark Temptation.
Como faz parte da estratégia global da marca, primeiro se cria a campanha, depois adapta ela ao novo produto. E a campanha "The Dark Temptation" não foge a regra.
Primeiro foi lançada na Argentina e agora veio para o Brasil. E suas ações já vem chamando atenção de todos. Com 40 modelos em janelas de prédios espalhados pela cidade, vestindo apenas lingeries e comendo chocolate.
Essas cenas foram filmadas por "amadores" e disponibilizadas no Youtube com o propósito de viralização, acompanhado de releases nos principais blogs e portais nacionais. E tem mais, logo no site você já pode jogar o game da campanha.
E essa semana, pintou uma novidade. A Axe fez uma parceria com a Playboy, que promoveu um ensaio das garotas, onde você pode votar em qual vai posar na revista do mês de Junho. Além de conseguir o Messenger e Orkut das garotas. Quem sabe você não tem uma chance com elas...
São estratégias assim que fazem a marca se tornar importante para as pessoas. Além de comunicar a novidade da Axe, a campanha vai além, ela diverte, promove entretenimento e gera conteúdo engajado de interesse para as pessoas.
O mais interessante de toda estratégia é a ligação de ações no mundo real e virtual. Ou como diria David Laloum, planejamento da Y&R: First e Second Life.
Faz algum tempo já que venho observando os trabalhos da Santa Clara, uma agência nova, que está há uns 2 anos no mercado, com um projeto diferente, implantando um novo modelo de comunicação.
Fazendo diferente dos outros. Estilo Apple, sabe?
Eles fazem sua parte. Querem mudar o mercado, inovar, despertar a criatividade tão exaltada no Brasil nas décadas passadas, perdida com o imediatismo e uma certa acomodação dos "criativos". Uau!
Aqui tem alguns trabalhos deles: Primeiros passos, Na vida de um homem.
Agora, o mais novo trabalho deles é a mudança de postura da marca Kuat. Muito bom!
O guaraná Kuat está com uma nova identidade visual. Tem a cor dourado predominando, deixando o vermelho e o verde apenas na logo. Para mostrar a modernidade e a evolução da marca, que ficou mais atraente e clean. Ousado né?
Além da estética do produto a agência criou um vídeo em formato de curta-metragem intitulado "manifesto", que mostra como um novo jeito de enxergar a realidade pode trazer evolução para as situações do cotidiano. Isso sim ficou demais! Inovação.
Olha o vídeo.
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O que quero dizer com tudo isso?
Agência com perfil ousado + cliente com perfil ousado = Trabalho inovador.
Pra começar a semana, vamos falar de Twitter. Muita gente sempre me pergunta o que é e como funciona. Acho que ninguém melhor que o pessoal da Common Craft para explicar isso. Então dá uma olhada nesse vídeo explicativo que eles fizeram sobre o Twitter:
Essa é uma animação criada para promover o livro "We Think" de Charles Leadbeater. A animação fala desse novo movimento cultural em que as pessoas compartilham idéias, em vez de guardá-las pra si. É bem do estilo do pessoal da Common Crafts que postei há uns dias atrás.
Os paulistas do Cansei de Ser Sexy já tiveram músicas em seriados da Fox, jogos de videogame e até aqui no nosso Big Brother Brasil. Só que nenhuma delas alcançou o sucesso impressionante de “Music is My Hot Hot Sex”. Mais um exemplo da internet impulsionando bandas. Só que dessa vez de uma maneira um pouco diferente.
Veja bem, a idéia desse post não é discutir a qualidade sonora do CSS. Vamos analisar os influenciadores para que o vídeo chegasse à impressionante marca de mais de 80 milhões de visualizações.
O vídeo mais assistido da história do You Tube.
Internet
Quando o Cansei de Ser Sexy decidiu cantar em inglês, ele sabiam que a probabilidade de fazer sucesso no aqui era bem remota. O caminho então era ir para o exterior, sem lenço nem documento? Não, internet é a resposta. Foi através dela que eles estimularam o download de suas músicas e venderam alguns EP’s.
A música com uma proposta mais cool, totalmente alinhada ao fenômeno indie lá fora chamou a atenção da Fox, que incluiu uma das faixas no reality-show Simple Life, estrelado por Paris Hilton. Não demorou muito para chamarem a atenção de uma gravadora estrangeira. Assinaram com a norte-americana Sub Pop.
Nick Haley, Apple e iPod Touch
Após o contrato com a Sub Pop o álbum foi lançado na Europa, Estados Unidos e Japão. Aliado a isso, uma turnê da banda por esses países ajudaram a tornar mais conhecido o nome da banda lá fora.
Estava dando tudo tão certo que eles tiveram a sorte de atrair a atenção de um macmaníaco britânico, Nick Haley. Ele criou um comercial despretencioso em homenagem ao iPod Touch. Naquela época não se falava em outra coisa. Aliás que lançamento da Apple não é falado (Macbook Air, iPod, iPhone, etc).
Adivinhem a música escolhida como tema do comercial?
Até aí tudo bem, o vídeo foi comentado na Wired Magazine e se espalhou pelos maiores blogs dos EUA e do mundo. Só que quando Steve Jobs comprou a idéia e veiculou o comercial, o hit ganhou ainda mais força, tanto na internet quanto na mídia televisiva.
Palavras-chave
Começamos analisando o título da música, “Music is My Hot Hot Sex”. Obviamente muito tarado de plantão procurando por um “sexo quente” achou por um acaso o clipe da música. E as visualizações vão aumentando.
Além disso, quem subiu o vídeo para o You Tube foi inteligente na inclusão de palavras-chave populares na rede. E todas elas sem precisar enganar o internauta. Afinal “sexy”, “hot”, “sex” e “boyfriend” tem relação com a música. “Nick”, “haley”, “apple”, “computer”, “commercial”, é relacionado ao comercial. Com tanta visualização ele aproveitou pra fazer campanha para o democrata Barack Obama, colocando nas palavras chaves o nome do candidato.
O Clipe
Talento, trabalho, sorte e uma pitada de internet pra disseminar tudo isso. Esse é o segredo do sucesso do Cansei de Ser Sexy.
Pra finalizar aí está a grande estrela deste post.
Como fazer para os feeds não ultrapassarem os 1000? Não existe uma fórmula secreta. Acho que o negócio é filtrar mais o que eu ando lendo. Quem sabe assim um dia eu consiga controlar meu próprio conteúdo.
Essa é uma matéria publicada na Meio & Mensagem. Uma entrevista com o planejador da Naked: Faris Yakob. Ele fala da relação da agência com as tendências de mercado, a busca do entretenimento e a oposição da agência quanto a interrupção.
É muito interessante a forma como ela lida com as mídias. Não se prende a ações que ligam os fornecedores da agência ou impactos do público, o importante é fazer algo relevante para as pessoas que a marca vai falar.
A Coca-Cola lançou nessa semana a "Fábrica da Felicidade - o Filme". Um filme que utiliza um formato fora do padrão convencional de 30 segundos utilizado na publicidade no país. A campanha é integrada por um conjunto de ações em internet, mídia externa, mídia indoor, cinema e o lançamento de uma garrafa especial.
O filme produzido pela Wieden + Kennedy/Amsterdam, contou com participação de mais de 50 especialistas em animação 3D da agência Psyop.
Essa é mais uma iniciativa da Coca-cola de antecipar uma tendência do mercado publicitário de sair dos formatos padrões de mídia. É muito bom ver marcas desse tamanho levantar essa bandeira. Além é claro, do que eu acho mais importante nessa campanha, criar entretenimento. Uma mensagem legal para quem gosta da marca.
O site da Coca-cola também está bem bacana, vale a pena dar uma olhada. Isso porque nem citei a campanha criada pela JWT/Brasil pra linha de vestuário da marca. Fantástico.
Este é um filme chamado "Trembled Blossoms' feita por Prada para lançar sua coleção de Primavera / Verão 2008. Ilustrado por James Jean.
Além de passar um conceito desejado pela marca, o filme funciona como entretenimento. Mídia expontânea, polêmica. E é claro, admiração do público alvo - o mais importante.
O recém publicado estudo 'Branded Entertainment Marketing Forecast 2008-2012', realizado pela PQ Media nos EUA, projeta um crescimento de 14% para este ano, atingindo a marca de US$ 25,4 bilhões. Quando falamos de branded entertainment, estamos falando de episódios mobile, advergames, séries e novelas multi-plataforma, participação de marcas em eventos, criação de eventos proprietários, merchandising em filmes e em TV e outras formas de envolvimento de marca ligadas ao entretenimento. A projeção de crescimento anual nos próximos 5 anos é de 12,8%, extrapolando os US$ 40 bilhoes em 2012.
O grande montante dessa verba ainda vai para eventos. Para que se tenha uma idéia, em 2007, do total de US$ 22,3 bilhões investidos em branded entertainment, US$ 19,2 bilhões foram para eventos, US$ 2,9 bilhões para merchandising e US$ 217 milhões em advergames. Leia mais sobre este estudo aqui, em inglês.
O post ficou tão bom que vou colar ele na íntegra. Direto do Brainstorm #9.
Não é só no mundo do cinema e da televisão que J.J. Abrams, criador de Alias, Lost e Cloverfield, diretor de Missão Impossível 3 e, atualmente, do novo Star Trek, tornou-se uma espécie de guru de grandes sucessos, como se ele fosse o detentor da fórmula secreta de algo duradouro, engajador e lucrativo.
Como algumas vezes comentei aqui nesse blog, Abrams também é o queridinho dos estúdios quando trata-se de publicidade, de divulgar suas produções. Não que ele seja o criador de algo inédito e revolucionário, mas por apostar e participar de estratégias de marketing diferenciadas e ousadas.
Na apresentação que fez no TED no ano passado, e que foi publicada esse mês, Abrams explica tudo. Ele não fala de publicidade especificamente, e sim de cinema, mas dá para traçar um paralelo com o histórico de comunicação de diversas marcas e, é claro, de seus próprios filmes e séries.
Abrams fala de uma “mystery box”, uma caixa de madeira de conteúdo surpresa que comprou com seu avô. Ele conta que nunca abriu a caixa. Nunca abriu pois, para ele, a caixa representa possibilidades infinitas, representa esperança. O mistério é combustível para imaginação e, muitas vezes, o mistério é mais importante do que o conhecimento.
Ele mesmo diz que esse conceito não nem nada de inovador, mas percebeu que tudo o que faz e que o inspira é baseado em caixas de mistério. Obviamente, não é coincidência que suas produções sejam tão amparadas no mistério. “Lost” como série e “Cloverfield” como filme, mostraram como o mistério pode ser poderoso. Também não é nenhuma coincidência que as campanhas de suas criações procurem o tempo todo ampliar o desejo pelo desconhecido, e assim gerar expectativa e boca-a-boca.
Ele diz que o mistério é responsável por alguns dos momentos mais excitantes do cinema. Cita o exemplo de Tubarão, onde raramente vemos o tubarão, e de Alien, em que o alienígena mal aparece. Com a tecnologia escassa da época, são filmes que continuam interessantes ainda nos dias de hoje devido a esses elementos. É o poder do teaser.
Abrams diz também que a sala de cinema em si é uma “mystery box”. Ele fala de um aspecto que também sempre considerei uma das melhores partes de um filme: o momento em que as luzes se apagam, em que aparecem os logos da produtoras, os créditos iniciais. Ali existe toda uma expectativa, o desconhecido, a imaginação do que virá pela frente, uma caixa de mistérios sendo aberta.
A idéia da “mystery box”, ao contrário do que você pode pensar, não cabe apenas para um filme no cinema. O mistério também é uma das plataformas das Lovermarks. As pessoas não detestam publicidade, elas detestam publicidade entediante.
Marcas que contam histórias envolvem as pessoas, criam vínculo emocional, ao invés de ater-se apenas a informações e incomodar os outros com coisas que eles não querem saber.
Pense nas suas marcas preferidas, o que elas fizeram para tornar-se um ícone para você? A comunicação que conta histórias, que cria mistério, que não entrega tudo mastigado ao consumidor, é capaz de gerar um relacionamento duradouro e verdadeiramente marcante e engajador.
Além da “mystery box”, J.J. Abrams fala em sua palestra de “Lost”, de sua relação com o avô, da produção com falta de recursos e de grandes idéias que podem ser realizadas por amadores.
Assista abaixo a apresentação de J.J. Abrams no TED. Se preferir, acesse para fazer download em alta resolução e outros formatos.
Arthur é planejamento da Jump. Este blog é um arquivo pessoal que fala muito sobre marcas, campanhas, comportamento, tecnologia e tendências da comunicação. Tudo aqui é de opinião pessoal e vem com garantia de devolução.